O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A VACINA DA COVID-19

A vacinação contra a Covid-19 já começou! Para evitar a disseminação de informações erradas e a proliferação de Fake News, elaboramos este Perguntas e Respostas. Se você tiver alguma dúvida que não está respondida aqui, consulte as nossas redes sociais @saudegovrj, no Instagram, no Facebook, no Youtube e no Twitter. Vale reforçar que os imunizantes foram aprovados para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em todo o território nacional, no dia 17 de janeiro de 2021.

Estudos recentes explicam que as novas variantes do vírus podem estar potencialmente associadas ao aumento da transmissibilidade da doença e à propensão de reinfecção de indivíduos. Porém, nenhuma das mutações detectadas até o momento demonstrou relação com maior gravidade ou outro aspecto diferente que pudesse comprometer a eficácia da vacina. Portanto, a imunização continua sendo a única solução para se conter a pandemia.

As vacinas contra a Covid-19 estão sendo distribuídas a todos os 92 municípios do estado de forma escalonada, respeitando alguns critérios de prioridade e vulnerabilidade, que levam em conta o risco de pessoas de determinado grupo desenvolverem formas mais graves da doença, bem como o grau de exposição ao vírus.

Os critérios de prioridade e vulnerabilidade foram definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Confira na nossa linha do tempo quais os grupos que já estão sendo vacinados:

Aguarde até que sejam dadas as orientações sobre quando e como cada grupo será vacinado.

Não corra às unidades de saúde neste momento: as aglomerações podem aumentar o risco de contaminação e disseminação do vírus.

Vamos informar a toda a população o momento certo de cada grupo se vacinar. Acompanhe as informações sobre o cronograma das fases de vacinação junto à secretaria de saúde do seu município.

Não. A expectativa é de que toda a população brasileira seja vacinada à medida que a oferta do imunobiológico aumente com base na capacidade de produção dos laboratórios credenciados pela ANVISA.

Não podemos nos esquecer que jovens e/ou pessoas fora do grupo de risco podem transmitir a Covid-19 aos mais vulneráveis.

A Coordenação do Programa Nacional de Imunização (PNI) considerou os seguintes critérios para estabelecer as prioridades de vacinação: preservação do funcionamento dos serviços de saúde; proteção dos indivíduos com maior risco de desenvolvimento de formas graves e óbitos; preservação do funcionamento dos serviços essenciais; e proteção dos indivíduos com maior risco de infecção.

Desta forma, foram elencadas as seguintes populações como grupos prioritários para vacinação:

- Trabalhadores da área da saúde;

- Idosos (60 anos ou mais);

- Indígenas vivendo em terras indígenas;

- Comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas;

- População em situação de rua;

- Pessoas com comorbidades;

- Pessoas com deficiência permanente severa;

- População privada de liberdade;

- Trabalhadores dos serviços essenciais (como segurança, educação, transporte, por exemplo).

Os locais de vacinação serão definidos pelos municípios.

Se você estiver nos grupos com a vacinação já iniciada, consulte a lista dos locais de vacinação no site da prefeitura, ou da secretaria de saúde do seu município. Em caso de dúvidas, busque orientação junto às autoridades de saúde do seu município ou vá a uma unidade de saúde mais próxima.

Se ainda não faz parte dos grupos prioritários para se vacinar, não vá às unidades de saúde: as aglomerações contribuem para aumentar o risco de contaminação e disseminação do vírus.

Sim, porque não há garantias que, uma vez vacinado, você não transmitirá a doença para outro indivíduo. Isto não quer dizer que você não poderá abandonar o uso da máscara, e deverá seguir as regras de distanciamento e higienização. As vacinas conferem proteção contra a doença, mas não necessariamente para evitar que a pessoa seja portadora e/ou transmissora do vírus.

As vacinas não contêm o vírus ativo que causa a doença. Portanto, não há risco.

Não é possível afirmar que isso acontecerá de fato. Ainda não dá para determinar o prazo de imunidade conferido pelas vacinas. Por isso, é essencial respeitar as regras de distanciamento social e o uso de máscara, além dos cuidados na higienização, como lavar as mãos com sabão, ou uso de álcool em gel, mesmo após a vacinação.

A vacinação de mulheres, pertencentes a um dos grupos prioritários (profissional de saúde, por exemplo), que se apresentem na condição de gestante, lactante ou puérpera, poderá ser realizada após avaliação cautelosa dos riscos e dos benefícios e com decisão compartilhada entre a mulher e seu médico. Caso opte-se pela vacinação das lactantes o aleitamento materno não deverá ser interrompido.

A vacinação em crianças não está prevista. Ainda não há estudo clínico de segurança e eficácia da vacina nesta faixa etária.

Sim. A vacina da Covid-19 permite proteger cada indivíduo contra a doença e suas complicações. E contribui também para o bem coletivo, com a chamada “imunidade de grupo”. Como já foi dito, os imunizantes não evitam completamente o risco de contrair a doença, mas as poucas pessoas infectadas, mesmo após receberem as doses da vacina, desenvolveram de forma mais leve os sintomas da doença.

Quem já teve Covid-19, estando em um dos grupos priorizados pelo PNI, também DEVERÁ tomar a vacina.

Entretanto, recomenda-se que a vacinação seja adiada para as pessoas com quadro sugestivo de infecção em andamento. Neste caso, deve-se esperar a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas.

Quem estiver com febre, tosse, dificuldade respiratória, alterações do paladar ou do olfato NÃO DEVERÁ receber a dose até que esteja sem sintomas, para evitar que essas manifestações sejam atribuídas à vacina.

Apesar de as vacinas da Covid-19 terem ficado prontas em tempo recorde, todos os protocolos de testes e aprovação dos órgãos responsáveis – no caso do Brasil, a ANVISA – seguiram os mesmos procedimentos de qualquer outro medicamento, com foco na garantia da eficácia, na segurança e na qualidade através de ensaios clínicos.

A fase de testes contou com a participação de dezenas de milhares de voluntários, que foram imunizados e comparados com o idêntico número de não-vacinados para a observação de possíveis efeitos adversos. O tempo de monitoramento daqueles que receberam a 2ª dose ultrapassou as oito semanas – período habitual para observar reações comuns a vacinas –, quando não foi verificada a frequência ou gravidade destes efeitos que coloquem em dúvida a segurança dos imunizantes.

No entanto, como acontece com qualquer novo medicamento, não se pode excluir a ocorrência de efeitos adversos muito raros, detectáveis apenas quando milhões de pessoas são vacinadas.

Logo após a primeira dose, a pessoa deve ficar atenta ao prazo para tomar a segunda dose, que pode variar de acordo com o tipo de vacina aplicada. A recomendação é manter os cuidados de distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos com sabão ou álcool em gel. Em geral, no local em que você for vacinado, será informada a provável data de retorno para tomar a segunda dose. Também poderá ser registrado no seu cartão de vacinação a data de retorno. Caso ainda tenha dúvidas, procure uma unidade de saúde mais próxima, ou o mesmo local onde tomou a primeira dose, para se informar melhor. É imprescindível que tome a segunda dose, e que seja da mesma vacina aplicada na primeira dose. Fique atento a esse detalhe.

Não. Você tomará a vacina que estiver disponível no posto de vacinação, quando chegar a vez do grupo em que você está inserido.

A decisão de tomar ou não a vacina é individual. Porém, é importante que você entenda que faz parte de uma comunidade, e que a sua proteção ao tomar a vacina ajudará a controlar a disseminação do vírus, participando ativamente da retomada da normalidade do contexto social onde vive. Trata-se de um compromisso social solidário.

Se após tomar a vacina, surgirem alterações no local onde foi administrada ou sentir qualquer mal-estar indesejado no corpo que possa estar relacionado a mesma, procure a unidade de saúde onde tomou a vacina. Informe, lá, sobre sinais e sintomas e receba orientação adequada dos profissionais de saúde de como proceder nesses casos, além de acompanhamento médico, se necessário.

Sem dúvidas, se vacinar. As vacinas produzem uma imunidade melhor do que a proteção natural conferida pela doença. A nossa experiência até agora com a pandemia de Covid-19 mostra que dificilmente ela será controlada naturalmente ou apenas com as medidas de isolamento ou distanciamento social. Os casos recentes de reinfecção no Amazonas são um exemplo disso. E mais: quando você é vacinada, evita o risco de agravamento da doença, caso a contraia.

Para evitar a propagação da Covid-19, faça o seguinte:

- Lave suas mãos com frequência. Use sabão e água ou álcool em gel;

- Não toque nos olhos, no nariz ou na boca;

- Mantenha uma distância segura de pessoas que estiverem tossindo ou espirrando;

- Cubra seu nariz e sua boca com o braço dobrado ou um lenço ao tossir ou espirrar;

- Fique em casa se você se sentir indisposto;

- Procure atendimento médico se tiver febre, tosse e dificuldade para respirar, e use máscara, principalmente quando não for possível manter o distanciamento físico.

Quem usa máscara pode ajudar a prevenir a propagação do vírus para outras pessoas. O uso delas deve ser combinado com o distanciamento físico e a limpeza das mãos. Siga sempre as orientações da autoridade local de saúde.

As vacinas produzem uma imunidade melhor do que a proteção natural conferida pela doença. Mesmo que você já tenha tido Covid-19 deverá fazer o esquema completo da vacina para garantir a resposta imunológica adequada. E, se durante o intervalo entre as doses, apresentar os sintomas da doença, deverá aguardar a melhora para completar o esquema vacinal. As vacinas disponíveis no país são seguras e desenvolvidas através de tecnologias (vírus inativado ou vetor viral) que não causam, sob hipótese alguma, a doença.

De jeito nenhum! A manutenção de um estilo de vida saudável poderá contribuir para uma melhor capacidade de resposta imunológica, uma vez que proporcionará um melhor funcionamento das células de defesa do organismo. Além do que, você só estará imunizada contra a Covid-19 ou qualquer outra doença se produzir anticorpos e células de memória através da inoculação de antígenos. Essa é justamente a função da vacina. Só ela consegue fazer com que os antígenos, que são agentes atenuados ou inativados do vírus, estimulem o nosso sistema imune a reagir. E as células de memória são aquelas que irão desencadear uma resposta rápida caso o corpo seja novamente “atacado” pelo antígeno. Ou seja, a vacina consegue atuar nas células de defesa do organismo, de maneira eficaz e segura, criando uma memória de defesa que nenhum outro medicamento é capaz. As medidas de higiene de proteção individual, como o uso de EPIs, e as coletivas (distanciamento social), ainda são a melhor estratégia de proteção contra a doença, que devem ser mantidas mesmo após a vacinação.

Para criar a chamada imunidade de rebanho! O objetivo de uma vacina é conferir a proteção contra um vírus ou uma bactéria à maioria da população para impedir que essa ameaça continue a se disseminar. Dessa forma, quanto maior o número de pessoas vacinadas, mais fácil é controlar a propagação de uma doença. Para a Covid-19, ainda não se sabe ao certo qual é esse índice, porque ainda é preciso verificar se a eficácia dos estudos será confirmada pela vacinação em massa e quanto tempo dura a imunidade conferida desta forma. Mas estima-se que será necessário vacinar entre 70% e 80% da população para reduzir a circulação do coronavírus e acabar com a pandemia. Inclusive, para quem não puder se vacinar por algum problema de saúde, a imunização em massa será essencial para impedir que estas pessoas sejam infectadas. O mesmo vale para quem não tiver uma resposta ideal à vacina.

Mundialmente, já foram detectadas quase mil variantes do coronavírus, sendo que uma média de 60 a 100 delas circulam no Brasil. Aqui, por exemplo, há pelo menos três variantes que surgiram e chamam a atenção: a P1 (de Manaus), a P2 (do Rio de Janeiro) e agora a N9. A primeira já é internacionalmente classificada como uma “variante de preocupação“ (Variant of Concern ou VOC, na sigla em inglês). Isso porque as pesquisas indicam que é altamente transmissível e poderia deflagrar casos mais graves. Além dela, há outras duas VOCs registradas no mundo: a do Reino Unido (B.1.1.7) e a da África do Sul (B.1.351). E pesquisadores cogitam atualmente inserir mais variações originárias dos Estados Unidos (B.1.427 e B.1.429) nesse grupo de maior atenção. Aquelas outras duas linhagens nascidas no nosso território ainda são classificadas como “variantes de interesse“ (Variant of Interest, VOI). Ou seja, elas apresentam mutações potencialmente perigosas, porém ainda faltam estudos aprofundados que confirmem isso. As demais variantes que circulam pelo mundo exibem diferenças simples em relação ao Sars-CoV-2 original, e pelo visto não mudam nada em termos da severidade da doença.

Até a presente data, temos duas vacinas aprovadas para uso emergencial pela Anvisa, que são: (1) Coronacav (Butantan / Sinovac), que é uma vacina com tecnologia de vírus inativado, cujo esquema compreende 2 doses com intervalo entre 2 e 4 semanas, por via intramuscular; e a (2) Astrazeneca Covishild (Oxford / Fiocruz), que é uma vacina com tecnologia de vetor viral não replicante, cujo esquema compreende 2 doses com intervalo ideal de 12 semanas, por via intramuscular.